Sábado. Neste dia calmo e tranqüilo na cidade de São Domingos do Prata, chego em casa para desempenhar o meu papel de trabalhador. Descansar o bastante para uma nova segunda-feira. Minha mãe no quarto ao lado ouvi seu programa favorito do padre Marcelo Rossi. Seu quarto pode ser considerado o mais simples da casa. Uma cama, uma cômoda, um simples rádio e vários santos. Setenta e sete anos de vida lhe renderam a sabedoria necessária para saber que a beleza esta e estará sempre no simples. Tento a todo instante sugar dela esta beleza, esta magia.
E no meu mergulhado em meus pensamentos e na NET reparo minha estante cheia de livro lidos e acariciados pela minha pseudorazão. Confesso que às vezes os vejo com certa desconfiança. Mas tenho que descansar e aprimorar meus sentidos para a luta da segunda-feira. Também sempre achei que nossas vidas deveriam ser mais simples. Mas como¿ Encurralados em um sistema, somos quase que obrigados a seguir uma seqüência de coisas que nos leva a esta escravidão. Se pegarmos à cronologia da história humana, teremos datas quase que irônicas se não fossem datas tristes.
De zero ano até os dois, o que necessitamos para sobrevivência são apenas alimentos e fraudas.
Dos dois anos ate os sessenta ou setenta anos mergulhamos em um emaranhado de bens matérias que nos envolve numa profunda confusão mental.
Dos sessenta ou setenta anos só precisamos para a nossa sobrevivência de alimentos e fraudas. Se tivermos uma melhor sorte necessitaremos apenas e alimentos e uma bengala. Viemos do pó e para o pó voltaremos. Irônico não é¿ Usamos fraudas um dia, e um dia voltaremos a usar. Apoiamos em algo um dia e um dia voltaremos a apoiar.
Quando o corpo deitar ao chão não haverá dinheiro que o ressuscitará. Então entrarão as noites e dias na imensidão da memória dos amigos os dias de paz e de alegria vividos juntos. As falas, os abraços, estes gestos de nenhum valor material será sempre lembrado.
Quando a minha segunda-feira chegar, quero estar preparado para segurar a minha bengala com mãos fortes. Peço a DEUS a força necessária para não tremer nas curvas deste caminho. Minha bengala terá o gosto da vitória. Assim espero. Espero passar por este campo de batalha Imunizado das loucuras humanas.
Amanhã será Domingo e logo será segunda. Até que este dia chegue, vou viver a minha maior promessa. VOAR ATÉ O CANÇAR DAS ASAS. Não quero, e nunca serei um grande escritor. Acredito também não ser esta minha prioridade. Estamos vivendo apenas isso. E se isto não for o bastante, não teria nunca a necessidade do bater do coração. Mas ele bate, e se ele bate e para dar o sentido necessário para lutarmos por dias melhores. Então até que as asas cansem, deixarei minha bengala encostada atrás da porta.
WWW.SERGIOCARTEIRO.COM
Um comentário:
CARA, QUE DEVANEIO...
Pensei que seu texto iria por um caminho e ele pegou atalho para outra viagem! Mas que sabe dos rumos de nossas idéias? Nem mesmo nós que escrevemos (ou tentamos) conseguimos dominar nossos traços e rabiscos!!!
Mas que é bom ler a viagem dos outros, ahhhh, lá isso é!
Postar um comentário